Pesquisa Google

Pesquisa personalizada
Mostrando postagens com marcador Liberalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Liberalismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de março de 2017

LIBERAIS DE BOTEQUIM (escrito em 21/04/2016)

No meu tempo de estudante (e ainda hoje) existiam muitos (muitos mesmo) socialistas de botequim. Esta semana me dei conta da existência também de liberais de botequim.
E essa constatação se deu em razão dos comentários e postagens realizadas por amigos que se dizem liberais (alguns se assumem conservadores) e inimigos assumidos do socialismo.
Como já é público as empresas que oferecem serviço de internet a cabo querem passar a cobrar pelo serviço utilizado, com direito de corte (ou redução de velocidade) quando o usuário tiver utilizado toda a quantidade de dados contratada.
Nada mais “justo” e “adequado” dentro de uma sociedade capitalista-liberal, regida pelas leis do mercado: quem usa mais, paga mais... até porque não há, em uma perspectiva liberal, sentido em ter de cobrar mais de quem utiliza menos.
Situações como a brasileira, em que o acesso é ilimitado, acarretam uma sobrecarga da rede e também a necessidade de “socializar” os custos: ou seja, muitos usarão mais (alguns bem mais) e pagarão menos e muitos usarão menos (alguns bem menos) e pagarão mais.
Essa espécie de “distribuição” de custos e benefícios é típica de políticas socialistas; em especial quando impostas pelo Estado... e é exatamente o que vejo a maioria de meus amigos (pseudo)liberais pedindo.
Caros liberais (de botequim), de liberais vocês não tem nada! Só querem a liberdade quando em benefício próprio; no mais querem a intervenção estatal, também em benefício próprio.

terça-feira, 14 de março de 2017

LIBERAL DE ESQUERDA

Estou cada vez mais convencido de que estou me tornando um liberal, no campo político e econômico... mas consciente da necessidade de políticas públicas que reduzam as diferenças sociais. Nenhuma contradição: Popper foi um dos principais nomes do liberalismo no século XX e entendia que o principal papel do Estado era reduzir a miséria.
Em resumo:
1. no campo político me considero um liberal quase radical; talvez mais um libertário do que um liberal; o Estado não deve ter a possibilidade/poder de regrar e de intervir nem na vida privada individual e nem nas relações privadas entre indivíduos além do mínimo necessário para manter a coexistência de todas as liberdades representadas pela pluralidade de membros da sociedade;
2. no campo econômico defendo a liberdade de mercado em tudo o que é possível entregar à livre iniciativa; mas como a história já demostrou, é necessário que exista um certo controle através de agências reguladoras e de mecanismos que impeçam os monopólios (o que existe em praticamente todo o mundo capitalista "civilizado");
3. no campo econômico o Estado deve atuar, de forma direta, apenas em segmentos onde não exista efetivamente interesse da iniciativa privada e que sejam imprescindíveis para o adequado funcionamento do próprio Estado e para o atendimento das necessidades da sociedade civil; e
4. no campo social reconheço a necessidade de políticas públicas destinadas a erradicar a pobreza e propiciar a inclusão (nos EUA há políticas afirmativas, como as cotas raciais; e em diversos países capitalistas há instrumentos de redistribuição de renda aproximados ao bolsa família).
Ninguém precisa concordar comigo; mas se discordar, traga dados e argumentos lógicos e coerentes... e seja minimamente educado. E se for defender qualquer tipo de ditadura, de direita ou de esquerda, ou qualquer fundamentalismo, religioso ou ideológico, NÃO o faça neste blog.